SEIVE – Seminários de Equidade, Identidades e Violência nas Escolas

Os Seminários de Equidade, Identidades e Violência nas Escolas (SEIVE) surgem diante dos desafios relacionados às violências, aos preconceitos e às desigualdades presentes no ambiente escolar e na sociedade.

A escola é um espaço fundamental de formação, convivência e construção de cidadania e, por isso, também precisa ser um lugar de diálogo, respeito, pertencimento e proteção para todas as pessoas.

O SEIVE cria espaços de formação, escuta e participação, reunindo estudantes, educadoras e educadores, profissionais da saúde e da educação, pesquisadoras e pesquisadores, gestores, movimentos sociais e demais integrantes da comunidade. A proposta é construir o conhecimento de forma coletiva, valorizando diferentes experiências, saberes e formas de existir.

POR QUE FALAR SOBRE ISSO?

Violências e discriminações relacionadas a gênero, raça, identidade, orientação sexual e outras diferenças atravessam as relações escolares e também aparecem no ambiente digital. Enfrentar essas questões exige mais do que respostas individuais: exige diálogo, educação, participação e construção coletiva.

O SEIVE propõe refletir:

  • Como construir escolas onde todas as pessoas possam aprender e pertencer?
  • Como enfrentar as diferentes formas de violência?
  • Como promover equidade respeitando as diferenças?
  • Como cuidar da saúde mental de forma coletiva?
  • Qual é o papel de cada pessoa na construção de relações mais respeitosas?

Falar sobre essas questões também é falar sobre cuidado: cuidar de si, cuidar do outro, reconhecer limites, fortalecer redes de apoio e criar espaços onde seja possível falar, ser ouvido e se sentir pertencente.

Uma escola acolhedora também é um espaço de cuidado.

NOSSA IDEIA CENTRAL

CICLO DE SAÚDE MENTAL

Saúde mental também se constrói nas relações.

O Ciclo de Saúde Mental parte da ideia de que o cuidado não acontece somente de forma individual. As relações, os espaços de convivência e as redes que construímos também fazem parte da nossa saúde mental.

Por isso, o SEIVE propõe um movimento contínuo de participação, escuta, questionamento, reflexão e cuidado. Participar permite que diferentes experiências apareçam; escutar possibilita reconhecer o que o outro vive; questionar ajuda a perceber preconceitos, desigualdades e violências que muitas vezes são naturalizados; e refletir abre espaço para construir outras formas de convivência.

Nesse processo, a equidade é fundamental. Reconhecer que as pessoas possuem diferentes histórias, identidades, condições e experiências significa criar espaços em que todas possam participar, ser respeitadas, ter sua voz considerada e encontrar possibilidades de pertencimento.

O cuidado também passa pela construção e pelo fortalecimento das redes de apoio. Ninguém precisa enfrentar sozinho situações de violência, discriminação ou sofrimento. Criar vínculos, saber a quem recorrer, reconhecer limites e construir espaços de confiança são formas de cuidado coletivo.

DIÁLOGO + CUIDADO + PARTICIPAÇÃO + EQUIDADE + REDES DE APOIO

= REALIDADES MAIS SEGURAS, INCLUSIVAS E ACOLHEDORAS

Participação. Escuta. Questionamento. Reflexão. Contribuição. Cuidado.

ARTICULAÇÕES

A trajetória do SEIVE está relacionada à experiência do grupo Masculinidades – Educação, Comunicação e Cuidado entre Homens, que desenvolve cursos, formações, rodas reflexivas e ações de comunicação sobre relações de gênero, violência, cuidado e novas possibilidades de masculinidades.

A iniciativa surge a partir dessa caminhada e da experiência acumulada em processos de formação e diálogo com diferentes públicos, especialmente em contextos educacionais descentralizados. Também fazem parte dessa trajetória ações voltadas a adolescentes, com atividades de formação e reflexão sobre saúde mental, saúde física, relações de gênero e novas possibilidades de masculinidades, fortalecendo a importância da escola como espaço de cuidado, diálogo e transformação.

Essas experiências contribuem para ampliar o debate sobre as relações no ambiente escolar. Embora as reflexões sobre masculinidades façam parte da origem da iniciativa, o SEIVE tem como foco todas as pessoas, valorizando diferentes identidades, experiências e formas de existir.

O SEIVE também se articula à experiência do Núcleo Angicos de Educação Popular, Cuidado e Participação na Saúde, da Fiocruz Brasília. O Núcleo fortalece processos de educação popular em saúde, participação social, cuidado e construção compartilhada do conhecimento, aproximando diferentes saberes e experiências.

Essa perspectiva está presente no SEIVE ao valorizar o diálogo, a escuta, a participação e a construção coletiva como caminhos para transformar relações e realidades.

SEIVE É UM CONVITE

Para falar.
Para escutar.
Para questionar o que parece natural.
Para reconhecer diferenças.
Para enfrentar violências.
Para fortalecer redes.
Para construir, juntos, outras formas de convivência.

Equidade, identidade, cuidado e participação também se constroem na escola.

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A atividade trouxe reflexões sobre gênero, relações e os padrões rígidos de masculinidade que afetam a convivência, como parte de
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